segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Vermelho, vermelho...

Aqui estou eu a torcer pelos vermelhos, quase a roer as unhas, eis quando alguém me manda uma foto com pensamento e tudo... Quem diria que o Nuno tem uma mánica tão boa?? Como é que ela sabia que eu estava assim tão avermelhado?...



Como o Fernando Peça diria "E Esta Hein?!..."


sábado, 7 de Novembro de 2009

Um Cheirinho a Transportugal!...

Boas a todos!

O post de hoje poderia ter muitos títulos, todos eles adequados para encimar o relato das aventuras deste dia... "Um cheirinho a Transportugal", "A beleza traiçoeira da Malcata", "Uma maneira diferente de passar o sábado" ou "Os primeiros 100 km da minha Trek" seriam todos títulos á maneira, embora sempre incompletos, porque na verdade, as aventuras lêem-se nas páginas dos trilhos, apreciam-se com as paisagens observadas e sentem-se na comunhão do companheirismo e amizade. Só assim verdadeiramente se entende o amor e prazer obtido com as duas rodas.

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Cheirinho a Transportugal...

Desde há algum tempo permanecia no ar o cheiro a desafio lançado pelo Agnelo, que seria fazer a ligação Foios-Castelo Branco pelos trilhos do Transportugal. Esta mítica prova do panorama nacional bttista faz sempre brilhar os olhos de todos os que verdadeiramente apreciam este desporto - etapas duras, plenas de aventura, épicas para os vencedores, emblemáticas para os que a conseguem completar.

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Nós, comuns mortais, pedalantes lúdicos, alinhar a esse nível surge quase como uma missão impossível, pelo que provar assim, nem que seja um naco do bolo Transportugal, parecia-nos saboroso demais para não dar uma trincadela, assim houvesse vaga no calendário trabalhoso destas últimas semanas! E houve vaga e que saborosa foi a trincadela!
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Com uma logística irrepreensível, o Agnelo e o Abílio contaram com a colaboração inigualável do Nuno e do Maguejo, conseguindo tornar o hipotético desafio num evento real com um cheiro a aventura bem presente. Numa palavra - Excelente!

Uma maneira diferente de passar o Sábado...

Fora do costumeiro domingo de BTT ou das habituais pedaladas asfálticas, hoje o sábado foi dedicado então a saborear mais uma aventura planeada ao pormenor. Levantar bem cedinho - 6 h, juntar-me lá pelas 7 h ao grupo de malta adepta destas coisas e palmear caminho por mais de duas horas até ás faldas da Malcata, foram etapas cansativas mas decisivas para chegarmos ao ponto de inicio desta aventura - os Foios.

Agnelo, Abílio, Filipe Salvado, eu (FMike), João Afonso, João Fidalgo, João Valente, Pedro Marques e o Sérgio Marujo integramos o lote de aventureiros que decidiram aderir à aventura que se iniciou então por volta das 9 e picos nos Foios. Fotozinha da praxe e iniciamos a mítica etapa, palmeando primariamente os trilhos de fronteira com Espanha que perfilham pela Malcata, dominados por subidas bem arfantes, altos e baixos na cumeada a mais de 1000 m de altitude e claro descidas adrenalínicas, capazes de tirar a respiração aos mais afoitos.

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A paisagem dominante alternava entre os soutos de castanheiros e o pinhal de pinho nórdico, com as cumeadas dominadas pelos arbustos rasteiros - a urze, a carqueija e o tojo. Quase sempre presente estavam as paisagens de altitude, que permitem observar a longa distancia por um lado o portuguesíssimo relevo montanhoso a oeste e pelo outro a espanhola meseta ibérica a este, permitindo quase um colapso dos sentidos da visão a quem gosta de observar estas planuras... Lindíssimo! É duro pedalar aqui, mas vale de certeza a pena. Só assim se consegue apreciar verdadeiramente estas belezas naturais.

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Contudo o dia não esteve, decididamente, de feição para mais prolongadas apreciadelas... muito, muito vento, forte e cortante, frio, muito frio e nuvens por vezes ameaçadoras foram uma constante nestas paragens, dificultando e de que maneira a progressão.

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Quando abandonamos a Malcata entramos na planície raiana que nos separava da serra do Ramiro, modificando por completo a paisagem envolvente e a tecnicidade dos trilhos, tornando-os mais planos (e cicláveis) e menos agrestes (e exigentes) para a progressão. Era tempo de recuperar energias, até porque ao longe brilhava Salvador lá no cimo, a dizer-nos que tínhamos mais uma de classe kuduro pela frente.

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Os trilhos desta serra são impressionantes, não tanto pela subida - bem arfante q.b. mas sobretudo pela sua exigência - muito técnica, cheio de seixos soltos e regos, mas realizável. Pedal ante pedal lá fomos chegando todos ao cimo, onde mais uma vez a paisagem dominou a atenção dos presentes.

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Era tempo agora de rumarmos a Monsanto que brilhava lá ao longe no cimo do calhau, local que acabamos por eleger para desgastarmos algo mais sólido, pois o adiantado da hora não iria dar para almoçar em Idanha. Mas para lá chegarmos tínhamos que palmilhar mais alguns quilómetros na campina da idanha e claro vencer o calhau para chegar lá acima.

A subida fez-se por uma nova calçada romana que não conhecia que vai terminar no mesmo sitio da visitada este ano pelos Trilhos da Raia. Contudo era muito, muito mais exigente, com muitas pedras irregulares, muito difíceis para a progressão. Entre gritos de "D’áspera" ou "És tão boa!..." tudo serviu para classificar a subida deste caroço. Cá em cima só me apeteceu dizer "Estes romanos devem estar loucos!" Ehehehhe...

Degustados uns pregos no pão que os nossos incansáveis apoiantes e paparazzis Nuno e Maguejo, previamente mandaram fazer no café dos canhões, era tempo para mais uma rapidíssima foto de grupo, pois o vento continuava cortante, nada agradável para quem estava transpirado até ao tutano.

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Era tempo agora de fazer mais uma emblemática descida pela calçada e alguns novos singles até ao Carroqueiro, que proporcionaram momentos únicos em cima das bikes. Espectaculares, sobretudo para a foto!

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A Barragem da Idanha era o próximo passo, também ela efectuada por alguns trilhos novos, misturados com os Trilhos da Raia, com alguns percalços á mistura em que um furo do Pedro, foi o principal protagonista, ao espirrar nhenha branca para todo o lado, numa zona não muito distante do gado vacum, sempre impressionante pelo seu porte.

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Passado o paredão da barragem era tempo de fazer um bocadinho de pedestre por ali acima, até entrarmos novamente nos trilhos conhecidos que nos levariam ao centro da Idanha, onde chegamos pelas 16 h, muito atrasados devido aos percalços da aventura. Como provavelmente já só tínhamos 1h de sol, num céu muito escurecido pelas ameaçadoras nuvens, votamos democraticamente entre ficamos por ali a beber umas bjecas e a papar uns petiscos ou se insistíamos em ir até Castelo Branco… Pelo avançar da noite, venceu a primeira opção, o que se veio a revelar a melhor opção pois nunca teríamos conseguido fazer os restantes 30 km com luz suficiente para chegarmos á cidade.

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Aproveitamos a oportunidade para um lanche ajantarado, bem regado com mines e medianas, a terminar em beleza esta aventura, algo aziaga, como poderão ler já a seguir, mas sem dúvida a repetir em paragens diferentes, assim haja quem alinhe nestas maluqueiras de sã camaradagem!

A Beleza Traiçoeira da Malcata...

Esta foi a segunda vez que pedalei na Malcata e sabia de antemão que me esperavam paisagens impressionantes, mas também trilhos duros e muito exigentes - para as máquinas, pneus incluídos - aqui não pode haver pneus extralight, simplesmente não resistem, - e para os bttistas, aqui é preciso alguma perna mas sobretudo muita atenção e alguma técnica, pois o menor descuido pode resultar em acidente com consequências imprevisíveis.

Nisso o Agnelo foi bem claro - muita, muita atenção, cuidado, não se descuidem, deiam espaços, foram mensagens bem vincadas por ele. Na véspera o Pedro Antunes ao telefone relembrou-me do mesmo. Eu pessoalmente já o sabia, mas nunca é demais focalizar tal assunto. E mais uma vez a Malcata provou que os seus trilhos... não perdoam!

Quase, quase a deixarmos a Malcata o acidente aconteceu. O muito vento lateral e alguma falha momentânea da atenção, provocaram a queda do João Fidalgo no seguimento de uma descida alucinante mas muito técnica e exigente. A queda foi muito aparatosa e as consequências também, infelizmente.

Com algumas lesões importantes na face e dores suspeitas nos pulsos e peito, a opção foi prestar-mos ali os primeiros socorros e depois contando com o incansável apoio dos nossos condutores, encaminhá-lo ao Hospital, resultando logo ali em duas importantes baixas no grupo - os Fidalgos pai e filho. No hospital depois dos tratamentos efectuados, o João lá regressou a casa, sabendo nós depois que estava pronto para ir até Idanha esperar-nos com o pai, a meio da tarde.

O susto foi grande mas não abalou o gosto por estas coisas de duas rodas - Amigo João, rápidas melhoras! Contamos contigo para as próximas aventuras. Lembra-te: isto não são mais que ossos do oficio para quem gosta disto. A possibilidade de nos magoarmos está sempre á espreita. É preciso termos alguma atenção é certo, mas se deixamos o medo tomar conta de nós passamos o dia debaixo da cama com medo com tecto nos caia na cabeça...

Os Primeiros 100 km da minha Trek...

O post já vai longo mas não posso de deixar de escrever umas linhas sobre os meus primeiros 100 km na minha nova Trek. Depois de estar á quase 15 dias na minha garagem á minha espera para darmos umas voltas, só na véspera desta aventura é que tive tempo de fazer cerca de 30 km pelos trilhos do Pônsul a experimentar a posição de condução, transmissão e demais possíveis acertos a ver se estava tudo bem para o dia seguinte. Uma loucura...

Os km desta aventura forma suficientes para verificar que há diferenças da minha EX. Uma posição de condução mais baixa e a ausência do amortecedor poderão amaciar mais o cortiço... Mas o poder impressionante a subir e a capacidade técnica possível devido á sua rigidez, que me permitiram fazer coisas que nunca tinha conseguido fazer com a EX depressa me demonstraram que para já a opção é adequada. É verdade que a descer a calçada romana tive algumas saudades, mas a subida da mesma, foi muito superior. Vamos ver as próximas aventuras para tirar mais conclusões.


Fiquem bem com as... muitas fotos do dia...






Trek - O Nascimento de uma Nova Menina...

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Muito, muito... ausentes!

Boas a todos!

A nossa ausência dos trilhos continua... infelizmente! Nem sempre as coisas correm como gostariamos ou desejamos, mas ultimamente tem sido assim. Com pena nossa pois o pó dos trilhos e as amizades que se cultivam, causam saudade...
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Fiquem com alguns close-ups da minha Irmã Gémea da Menina do JValente, que apesar de ter quase 15 dias lá por casa, nem parece uma das minhas (Porno) Bikes... ainda não viu a terra dos trilhos da Beira nem a luz do sol Outonal... parece mentira, mas é assim que vai a vida... ausente!
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sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

SS por tierras espanõlas!

Boas a todos:-)
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Desenganem-se se pensam que vão ler mais uma aventura BTTHAL, por terras espanholas. Gostaria de aqui publicar isso mas... não! Nada disso!
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A verdade é mais prosaica... o meu "jejum de bicla" continua ! :-( ~
Só que desta vez as bikes cruzaram-se comigo de uma forma algo inesperada. Esta semana que hoje acaba lá me desloquei novamente até aos nuestros hermanos, em acompanhamento à minha Maria que continua por lá nos seus afazeres clínicos, aproveitando eu para coleccionar mais algumas Geocachezitas, para matar algum tempo livre por lá. Até aqui tudo bem, nada de especial a registar...

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O inesperado acontece quando me deparo com uma das lojas de bicicletas por lá existentes, esta situada num dos cruzamentos mais movimentados de Badajoz, bem decorada na montra com uma bicicleta bem especial. Poderão pensar que tive o previlégio de ver o último grito da marca XPTO ou o novo lançamento 2010 da marca XYZ... mas não... continuam frios!
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O que vi mesmo foi uma dos mais emblemáticas representantes do espirito pasteleira, de uma marca bem portuguesinha, ali em grande destaque na montra... É isso mesmo... não estão enganados... Eu vi uma Yé-Yé novinha em folha á venda em Espanha, com direito a destaque na montra e tudo! Espectacular!

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Mas as surpresas não ficaram por ai e acabam por não serem verdadeiramente surpresas... aquela malta ao final da tarde é vê-los a pedalar por tudo quanto é sitio, com as máquinas do mais variado possivel, SS's incluidas! Ali não há distinção entre grandes máquinas e velos do Corte Ingles... o que interessa mesmo é desfrutar!

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Foi esse espirito que encontrei noutra loja, desta vez com ar mais profissional, mas igualmente simpáticos e prestáveis. A loja com uma área de exposição onde havia um pouco de tudo, e de variadas marcas, com especial destaque das bikes Trek, inclui depois uma segunda área, com "taller mecãnico" envidraçado, onde o dono da bike pode observar a manutenção da sua menina, enquanto espera bem rodeado das últimas novidades e catálogos. Aí tive a confirmação que o espirito pasteleiro, vulgo SS está para durar. Cá fora 3 meninas aguardavam, á laia de test-bikes, duas verdadeiras SS, outra com mudanças de cubo Nexus e travões de cubo. Bem nices!

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Na montra eram destaque duas meninas bem exclusivas: A nova Trek Madone, ali bem á minha frente, simplesmente fantástica, com um aspecto de me fazer babar... ao lado outra menina que ainda só tinha visto em imagens - a Trek Urban District Carbon, uma verdadeira pasteleira "carbonizada", com roda 28, aros laranja, forqueta rigida e claro um exclusivissimo sistema de transmissão SS por correia de distribuição de borracha. Simplesmente fantástica... se em foto é gira, ao vivo é espectacular! Esta menina iria ficar tão bem na minha garagem!!!! Eehehehehe

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A conclusão a que chego é que quanto maior é o jejum de bikes, mais elas aparecem na nossa frente a fazer-nos babar de saudade! Ai ai....
Até breve amigos... só não sei é quando!
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FMike :-)

domingo, 25 de Outubro de 2009

Um dia de mudanças... sem mudanças!

Confuso??
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Ou talvez não... No fundo foi isso mesmo...
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Primeiro que tudo - Boas a todos! :-)

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O post dos V Trilhos da Raia até já cheirava a maduro, mas a verdade é que os últimos tempos têm sido de ausência da malta BTTHAL em relação ás bikes... trabalho que aperta neste fim de ano, exigencias familiares especiais, de tudo tem ocorrido e contribuido para o nosso afastamento dos trilhos.
Mas hoje, domingo, foi dia de mudanças... sem mudanças (E ele a dar-lhe!...)

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PRIMEIRA MUDANÇA: A mudança da hora! Esse malfadado gesto continua a marcar-me pois representa o derradeiro suspiro do Verão, que tanto gosto e que se extingue, marcando o desabrolhar do Inverno, que eu tanto detesto mas que é necessário. Mas pronto lá tem de ser e claro foi esta madrugada... Pois é isto de mudar a hora ainda apanha alguns desprevenidos... que o digam o Fidalgo pai&filho que esquecidos de tal mudança, apareceram nas Docas 1 hora antes....eheheheheh lá aproveitaram para fazer o Trek 3 horas à laia de aquecimento porque hoje a voltinha prometia dureza... e cumpriu.

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Eu lá fiz a minha parte, atrasando o relogio 1 h antes de me deitar perto da uma da matina, o que equivaleu a mais uma horita de sono... e que bem me soube, tal tem sido o cansaço que trago no corpo. Cheguei retemperado e a horas ás Docas, onde se perfilaram pouco a pouco os aventureiros de hoje, destinados a pedalar pela dura zona das Sarzedas - Eu (FMike), Abilio, Agnelo, Bruno, Filipe, João, Luis e o Sergio, perfazendo um bonito número de 8 bons convivas. Faltou o João Afonso, que teve de ir ao HAL com um dedo empanado - companheiro boa recuperação!

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SEGUNDA MUDANÇA: Mudança dos trilhos! Uma semana exacta separa os Trilhos da Raia da nossa aventura de hoje. Mas foi uma semana que deu bem para mudar muita coisa no panorama "trilheiro". Na Raia fartei-me de comer pó, levar pó, distribuir pó... xiça que até pareciamos mineiros.

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Mas bastou uma semaninha ás portas do Inverno para tudo mudar. O pó deu lugar ao terreno mais pesado, aos regos mais fundos, ás charcas barrentas, e claro á lama! Até é benvinda (acho que é a unica coisa que gosto do Inverno!... ah... e o Natal! ehehehe)

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O dia amanheceu orvalhado (outra novidade!), mas com o passar da manhã a temperatura subiu e tornou-se um excelente dia para pedalar, com temperaturas amenas, o ideal. Os trilhos alternaram entre a novidade, os menos conhecido e os mais conhecidos, mas todos eles plenos de beleza outonal, bem emoldurados pelos primeiros sinais das chuvas da última semana. Excelentes trilhos! Quer pela batuta do AQ, alternada pela batuta do Luís, pedalamos em direcção ás Sarzedas, passando pelas Benquerenças de Baixo, local onde fizemos o primeiro abastecimento cafeinico, numa tasquita plena de espirito ciclista.

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Seguiram-se a Foz da Liria com a sua adrenalinica descida, a imponente e vigorosa subida para os Calvos, a tranquilidade do Vale da Sertã e Teixugueiras, a técnica e arfante subida para as Sarzedas, onde fizemos novo reabastecimento, num dos cafés mais tipicos desta aldeia, onde convivem reliquias de outrora com o choque tecnologico dos dias de hoje. Exemplo disso era o repenicado candeeiro de lustre de roda de carroça, com abatjoures de vasos de resina, bem adaptado ás exigências do futuro, com recurso a lâmpadas de baixo consumo... um must! Ah... o candeeirinho a pitrólio é para os dias em que falta a electricidade! Se o Bill Gaitas vê isto ainda faz um computador de uma caixa de sardinhas, com um rato feito de cordel e um pião! ehehehehe!

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Dali os trilhos acalmaram um bocadito em termos altimétricos, somente entrecortada com a chegada ao Juncal do Campo e o regresso ao Vale da Pereira por alcatrão até á Tapada das Figueiras, locais onde deu bem para dar algum trabalho de estiramento ás perninhas, a prepará-las para os desafios que por ai vêem.

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A chegada fez-se já depois das 13 h, com quase 7 dezenas de quilómetros e um bom acumulado de quase 1200 m, mas que mesmo assim não deu para a paga do almoço apostado... AQ tás a dever dois!
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TERCEIRA MUDANÇA: A tal mudança... sem mudanças! Com a minha Trekinha nova ainda no estaleiro a ultimar uns derradeiros pormenores que a tornarão numa digna Porno-bike (Copyright CLI Freakie-Biker Productiones Espanolas, SA), não me restou outra alternativa que não pegar na SS e ir para os trilhos com ela. Logo fiz uma mudança... sem mudanças!

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A voltinha prometia dureza e eu já sabia da véspera. Ainda inquiri se seria muito dura para SS e a resposta foi clara "É!...". Mas entre ficar em casa na modorra, com um dia tão bonito, ou apanhar uma coçazita de SS, a opção foi clara! Vamos á dureza! E afinal até se fez. Alguem dizia e com razão: Haja vontade e comiseração que a coisa aguenta-se! E foi mesmo assim. Cada vez mais gosto destas voltinhas em puro espirito de "pasteleira"! Ou não tivesse eu passado a manhã a "bater ovos"! Ehehehehe...

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Fiquem bem neste clima de mudanças, em que o Inverno será a mais notória. Nós cá continuaremos neste cantinho a dar conta das aventuras BTTHAL pelos trilhos da Beira, com ou sem lama... com ou sem mudanças!...
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FMike :-)